Cardiologia Intervencionista:


Hemodinâmica ou Cardiologia Intervencionista é um conjunto de procedimentos médicos invasivos para diagnóstico e tratamento de cardiopatias.
Utiliza o cateterismo, pratica que introduz finos cateteres na dinâmica circulatória, possibilitando assim o diagnóstico por introdução de contraste radiológico. Possibilita também tratar isquemias coronárias pela desobstrução mecânica do vaso (angioplastia) bem como a introdução de aparatos (stent) que impeçam a reestenose.

Hemodinamicistas:

  • Dr. ÁLVARO DE MORAES JÚNIOR
  • Dr. FERNANDO HENRIQUE FERNANDES
  • Dr. FLÁVIO PASSOS BARBOSA
  • Dr. JOSÉ ANTÔNIO JATENE
  • Dr. MAURÍCIO LOPES PRUDENTE

Residentes:

  • Dr. ADRIANO GONÇALVES DE ARAÚJO
  • Dr. WENDERVAL BORGES CARVALHO JR



Cateterismo Cardíaco

Também conhecido como cinecoronariografia ou estudo hemodinâmico.
- É um exame invasivo que pode ser realizado de forma eletiva, para confirmar a presença de obstruções nas artérias do coração (coronárias), ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco.
- Também é realizado em situações de emergência, como na vigência de Infarto Agudo do Miocárdio.

COMO É REALIZADO O EXAME?

- É realizado em uma sala especial (como centro cirúrgico).
- O exame é feito sob anestesia local, associado a uma sedação realizada por médico anestesiologista.
- É feito através de punção de uma artéria do braço (punho) ,ou na perna (virilha).
- Após a punção, cateteres de fino calibre são inseridos e guiados até o coração por um equipamento especial de Raios X. Durante o exame são realizadas injeções de contraste que possibilita a visibilização das artérias do coração, das câmaras e valvas cardíacas.
- Todo o procedimento envolve a aquisição de imagens, que posteriormente serão disponibilizadas ao paciente em formato de fotos ou filmes, juntamente com o laudo do exame

QUANDO SE INDICA UM CATETERISMO CARDÍACO?

- O exame normalmente é indicado por um cardiologista clínico.
- É indicado na necessidade de se confirmar ou avaliar a presença de doença arterial coronariana, doenças das valvas e músculos cardíacos, dos vasos pulmonares, ou da artéria Aorta.Para determinar a necessidade de tratamento cirúrgico (angioplastia coronária, cirurgia cardíaca de pontes de safena, correção de defeitos nas valvas cardíacas e cardiopatias Congênitas).

COMO É O PREPARO PARA A REALIZAÇÃO DO CATETERISMO?

- Pacientes ambulatoriais, provenientes da residência, durante o agendamento do exame serão coletadas informações e fornecidas instruções necessárias para o preparo.
- Se você já tiver apresentado algum tipo de alergia ao ter realizado exames com contraste iodado, comunique a equipe antes da marcação do exame.
- Se estiver em uso de anticoagulantes (marevan, marcoumar ou coumadin) ou de antidiabéticos orais (metformina-Glifage-Glucoformim) deverá comunicar a equipe do Encore antes da marcação do exame, pois há necessidade de suspensão temporária ou ajustes nestas medicações para a realização do exame.
- É necessário jejum de seis horas para a realização do procedimento.
- É recomendável trazer todos os exames realizados nos últimos seis meses, como teste ergométrico, ecocardiograma, cintilografia, tomografia de coronárias, cateterismo ou angioplastia, relatórios de cirurgia cardíaca e resultados de exames de laboratório.
- Para exame de paciente internado, todas as informações serão fornecidas pela equipe do Encore ao paciente e familiares.

COMO É A ROTINA DURANTE A REALIZAÇÃO DO EXAME?

- O exame será realizado no Laboratório de Hemodinâmica.
- Será fornecido um Termo de Consentimento que deverá ser assinado pelo paciente ou pelo responsável legal, estabelecendo a conformidade e a autorização para a realização do procedimento.
- Antes do exame, profissionais do Laboratório de Hemodinâmica confirmarão o nome do paciente e farão perguntas sobre as medicações em uso (especialmente diuréticos, anticoagulantes, aspirina e metformina), além de doenças prévias e reações alérgicas em exames anteriores.
- Uma veia será puncionada no braço do paciente, para a infusão de soro e medicações durante e após o procedimento. Eletrodos (adesivos plásticos) serão colados em seu tórax para a monitorização do ritmo cardíaco durante o procedimento, e a seguir iniciado o exame.
- A duração do procedimento ocorre em media de 30 a 60 minutos, conforme o exame.
- Finalizado o procedimento, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista decidirão em conjunto a melhor estratégia de tratamento, incluindo a necessidade de se realizar exames diagnósticos adicionais (Ultrassonografia Intracoronária).
- Estabelecido o diagnóstico e o grau da obstrução arterial, o médico do paciente e o cardiologista intervencionista poderão decidir por tratamento intervencionista imediato (Angioplastia Coronária) ou programar o tratamento para os dias subsequentes.

QUEM REALIZA O PROCEDIMENTO?

Médicos cardiologistas com área de atuação em cardiologia intervencionista.

APÓS O CATETERISMO CARDÍACO:

- Os cateteres são removidos e o introdutor é retirado por profissionais do Laboratório de Hemodinâmica. A seguir é realizada compressão manual - de 15 a 20 minutos – ou o fechamento por dispositivos hemostáticos (como "plug" de colágeno ou sutura).
- A seguir é realizado curativo compressivo local. No caso do exame ser realizado pelo braço, será realizado somente fechamento e curativo local. O curativo será checado periodicamente, para averiguar a presença de sangramento local.
- O repouso após o cateterismo será realizado na unidade de recuperação, onde o paciente terá suas frequências cardíaca, respiratória e pressão arterial checadas constantemente.
- O tempo mínimo de repouso absoluto varia de 1 a 5 horas conforme a via de acesso utilizada.
- Por ocasião da liberação do paciente para sua residência, será obrigatório o acompanhamento de familiar ou responsável.
- A necessidade de novos procedimentos, medicações, dieta e atividades diárias serão discutidas antes da alta hospitalar com o médico do paciente e com o cardiologista intervencionista.
- O procedimento, muitas vezes, demora menos de 30 minutos. No entanto, o processo de preparo e repouso deverá ser considerado. - Sugerimos que o paciente planeje dispor de 5 a 9 horas do seu dia para a realização do exame.

QUAIS SÃO OS RISCOS?

- Por se tratar de um procedimento invasivo, não é isento de riscos. O risco de complicações graves (infarto, AVC e sangramento no local de punção) é, em geral, muito baixo (menor que 1%). Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de complicação.

Cateterismo cardíaco em pacientes pediátricos

O Cateterismo Cardíaco ou Estudo Hemodinâmico Pediátrico é um procedimento invasivo, realizado em crianças, com o objetivo de obter informações anatômicas e funcionais do coração e de suas artérias e valvas. O exame permite diagnosticar diversas doenças cardíacas (congênitas ou adquiridas) e avaliar sua repercussão. A avaliação do resultado de cirurgias cardíacas também é comumente realizada por esse exame.

Como é realizado?

É realizado, em geral, com anestesia geral, por meio de um pequeno corte ou de uma punção de artérias e/ou veias localizadas na virilha, no braço ou no pescoço. A via de acesso femoral (na virilha) é a mais frequentemente utilizada. Após a anestesia, cateteres são introduzidos pela via femoral e direcionados ao coração do paciente, de forma totalmente indolor. Esses cateteres são utilizados para injeção de contraste iodado, que permite a visualização do coração e de suas artérias, por meio de equipamentos sofisticados que emitem raios-X. Utilizando estes cateteres, podem-se obter também as pressões e as dosagens de oxigênio intracardíacas, importantes para o diagnóstico de diversas doenças congênitas e/ou adquiridas. Todo o exame é filmado e as imagens arquivadas em CD. Após o exame, os cateteres são retirados e faz-se a compressão no local da punção ou sutura (pontos) no local do pequeno corte na pele. O paciente geralmente acorda rapidamente da anestesia após o término do cateterismo.
É impossível prever com exatidão o tempo necessário para a realização do exame e obter todas as informações. Entretanto, pode-se dizer que o exame tem duração média entre duas e três horas.

Há riscos?

Por se tratar de um procedimento invasivo, não é isento de riscos. Os riscos de complicações graves (óbito, lesão cerebral com derrame ou convulsões, perfuração do coração, necessidade de cirurgia de urgência, complicação vascular significativa) não são grandes, mas dependem de uma série de fatores, como idade da criança, complexidade da doença de base e presença de outras doenças associadas. A perda de pulso nos pés pode ocorrer em crianças pequenas quando existe necessidade de obter acesso arterial. Devido à troca de cateteres, pode haver sangramento e necessidade de transfusão de sangue.

Angioplastia coronária com implante de stents

A Angioplastia é o tratamento não cirúrgico das obstruções das artérias coronárias por meio de cateter balão, com o objetivo de aumentar o fluxo de sangue para o coração. Após a desobstrução da artéria coronária, por meio da angioplastia com balão, é implantado o stent. Trata-se de um pequeno tubo de metal, formado por hastes entrelaçadas, utilizado para manter a artéria aberta.
Atualmente existem dois tipos de stents: os convencionais e os farmacológicos ou recobertos com drogas.
Os stents convencionais podem acarretar um processo cicatricial exacerbado que leva a reestenose (reobstrução) do vaso em 10 a 20% dos casos.
Os stents farmacológicos: surgiram para evitar esse processo cicatricial. São constituídos do mesmo material metálico acrescido de um medicamento de liberação lenta no local de implante, reduzindo-se o processo de cicatrização e a chance de reestenose. Há necessidade do uso prolongado de aspirina e clopidogrel nos pacientes que recebem stents farmacológicos pelo pequeno risco de trombose (formação de coágulos no interior do stent).

Preparo

Após a realização do cateterismo para diagnóstico e documentada a obstrução coronariana, será discutido com o paciente, com médico e com o cardiologista intervencionista a opção pelo tratamento imediato ou o agendamento para dias subsequentes conforme o quadro clínico, grau de obstrução coronariana e vontade do paciente.
Os pacientes seguirão a mesma rotina com relação ao preparo, ao jejum, às medicações e às orientações descritas para o cateterismo cardíaco.

Como é realizado?

Da mesma forma que o cateterismo cardíaco, cateteres são inseridos pela perna ou braço e guiados até o coração. Identificado o local da obstrução é inserido um fio guia na artéria coronária que é locado distalmente (posteriormente) à obstrução. Um pequeno balão é guiado até o local da obstrução, progressivamente insuflado, comprimindo a placa contra a parede do vaso e aliviando a obstrução.
A seguir, é realizado o implante da endoprótese (stent convencional ou farmacológico  que dá sustentação à dilatação.

Onde é realizado o procedimento?

É realizado no mesmo local do cateterismo cardíaco, no Laboratório de Hemodinâmica, com anestesia local, associada a sedação realizada por médico anestesista.

Quem realiza o procedimento?

Médicos cardiologistas com área de atuação em cardiologia intervencionista.

Quais são os riscos?


Por se tratar de um procedimento invasivo, não é isento de riscos. Porém ocorrências como óbito, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, necessidade de cirurgia de cirurgia de urgência e complicações vasculares no local da punção são raras. Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, podem ocorrer. Entretanto, todas essas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de intercorrência.

Qual a duração do procedimento?

Dependendo do caso e da complexidade, pode durar de trinta minutos a duas horas.

Há necessidade de internação hospitalar após o procedimento?

A maioria dos casos necessita internação, que varia de 24 a 48 horas. Existem casos em que não há necessidade de internação, nesta situação, o paciente fica sob obrservação na unidade de recuperação da hemodinâmica, por um período de 6 a 8 horas.
Angioplastias realizadas em situações de emergência (Infarto do miocárdio), normalmente exige um período de internação maior.

Intervenção coronária percutânea com aterectomia rotacional

Intervenção Coronária Percutânea com Aterectomia Rotacional
A Aterectomia Rotacional é um procedimento realizado durante a Angioplastia Coronária em casos de lesões obstrutivas calcificadas, que dificultam, ou impossibilitam a passagem do cateter balão, ou do stent.

O dispositivo ROTABLATOR é um cateter que possui em sua ponta uma oliva de diamante que, ao girar em altas rotações, pulveriza a placa de ateroma em micropartículas, em tamanho inferior ao de uma hemácea, que posteriormente são absorvidas pelo organismo. Na maioria dos casos, esse procedimento é seguido por implante de stent.
Ultrassom intracoronário

O ultrassom intracoronário é um procedimento invasivo, realizado após o cateterismo cardíaco, por meio de um cateter especial com um transdutor na ponta e inserido dentro da artéria coronária, onde são emitidas ondas de ultrassom de alta frequência captadas e uscodificadas em imagens para interpretação em tempo real. A seguir, são realizadas medidas quantitativas e qualitativas da doença arterial coronária (DAC) que auxiliarão a equipe médica sobre a escolha do melhor tratamento para cada caso.
O ENCORE dispõe atualmente de dois aparelhos de ultrassom ILAB (Boston scientific), equipados com software que realiza histologia virtual.

Quais as indicações?

-
É realizado após o cateterismo cardíaco  quando persistem dúvidas quanto a gravidade do grau de obstrução das lesões encontradas nos vasos do coração.
- É utilizado ainda, como método de imagem de apoio na realização de angioplastias com implante de stents, otimizando o resultado do procedimento.

Quem realiza o procedimento?
Médicos cardiologistas com área de atuação em cardiologia intervencionista

O paciente deverá ser internado após o procedimento?
Somente se for realizada a angioplastia coronária concomitante.
Caso contrário, o paciente fica em observação por um período de 3 a 6 horas, e então é liberado.

Fechamento do canal arterial (PCA)

O canal arterial é uma comunicação entre os dois maiores vasos do organismo, a artéria aorta e a artéria pulmonar. Essa comunicação está presente em todas as crianças ainda no útero materno e, normalmente, fecha-se espontaneamente logo após o nascimento.
Se esta comunicação se mantiver aberta, é chamada de persistência do canal arterial (PCA) e causa um aumento do fluxo de sangue para os pulmões. Muitas vezes, esta comunicação pode ser ocluída no Laboratório de Cardiologia Intervencionista com o implante de próteses semelhantes a uma espiral, a uma rolha ou a um guarda-chuva, sem a necessidade de cirurgia.

Como é realizado o procedimento?

Em geral é realizado com anestesia geral. A via de acesso utilizada é a femoral (punção de veia e/ou artéria da virilha). Após a anestesia, cateteres especiais são introduzidos no pela via femoral e direcionados até o coração, permitindo o posicionamento e liberação da prótese dentro do canal arterial, impedindo que o sangue passe da aorta para a artéria pulmonar. A escolha do tipo de prótese depende do formato e do tamanho do canal arterial. Todas as etapas do procedimento são filmadas e gravadas em CD e o procedimento tem duração aproximada de 2 horas. No final, os cateteres são retirados e faz-se apenas compressão no local da punção. O paciente geralmente acorda rapidamente da anestesia após o término do procedimento. O índice de sucesso deste tipo de intervenção é alto, podendo chegar a 90%.

Há riscos?

Por se tratar de um procedimento invasivo, não é isento de riscos Em alguns casos, a prótese não fica posicionada exatamente no local desejado, podendo migrar para os pulmões ou para outras artérias do organismo. Diante dessa situação, algumas vezes é possível retirar a prótese com a ajuda de cateteres, mas pode haver necessidade de cirurgia. Mais raramente, a prótese pode ficar fora de centro, obstruindo parcialmente o fluxo para a artéria pulmonar ou para a aorta. Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas estas complicações são raras e a intervenção será realizada por uma equipe médica capacitada e experiente, preparada para atender qualquer tipo de intercorrência.

Quais os resultados de longo prazo?

Geralmente os resultados são muito bons, com chance de oclusão total do defeito em torno de 90% dos pacientes.

Quais os cuidados especiais após o procedimento?

As atividades habituais podem ser reiniciadas após 2 ou 3 dias. A fim de evitar um deslocamento acidental da prótese, recomenda-se ao paciente não realizar atividades que possam resultar em trauma no tórax, por aproximadamente 3 meses. Após esse período, não há motivos para restringir qualquer tipo de atividade física ou desportiva.
O paciente deverá receber antibióticos antes de tratamentos dentários ou cirurgias até o sexto mês de seguimento, a fim de prevenir endocardite bacteriana (infecção no coração). Se após esse período houver oclusão completa do canal arterial, não haverá necessidade desse cuidado especial. Por outro lado, se ainda houver um vazamento pela prótese, a prevenção da endocardite estará indicada até que haja oclusão total do canal.

Fechamento da comunicação interatrial (CIA)

A Comunicação Interatrial (CIA) é um defeito cardíaco congênito, caracterizado por um orifício que mantém a comunicação entre as duas câmaras superiores do coração (denominadas “átrios”). Esta comunicação causa um aumento do fluxo de sangue que vai para os pulmões. Dependendo de suas características anatômicas, esta lesão pode ser tratada no Laboratório de Cardiologia Intervencionista, utilizando-se próteses especiais semelhantes a um guarda-chuva duplo, sem a necessidade de cirurgia cardíaca.

Como é feito o procedimento?

É realizado, em geral, com anestesia geral e com o auxílio do Ecocardiograma Transesofágico. A via de acesso utilizada é a femoral (punção na virilha). Após a anestesia, cateteres especiais são introduzidos pela via femoral e direcionados até o coração, permitindo o posicionamento e liberação da prótese entre os dois átrios. O tamanho da prótese é escolhido durante o procedimento e depende do tamanho da comunicação e de alguns testes realizados com balões medidores. Todas as etapas do procedimento são filmadas e arquivadas em CD. O procedimento tem duração aproximada de uma hora. No final, os cateteres são retirados e faz-se apenas compressão no local da punção. O paciente geralmente acorda rapidamente da anestesia após o término do procedimento. O índice de sucesso deste tipo de intervenção é alto, podendo chegar a 90%.

Há riscos?

Por se tratar de um procedimento invasivo, não é isento de riscos. Pode acontecer da prótese não ficar exatamente no local desejado, podendo migrar para os pulmões ou para outras artérias do organismo. Neste caso, pode-se tentar retirar a prótese utilizando cateteres, mas pode haver  necessidade de cirurgia. Acidente vascular cerebral (AVC) pode ocorrer logo após o cateterismo ou durante o seguimento. Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também podem ocorrer. Entretanto, todas estas complicações são raras e sua intervenção será realizada por uma equipe médica preparada para atender qualquer tipo de intercorrência.

Quais os resultados de longo prazo?

Geralmente os resultados são muito bons, com chance de oclusão total do defeito em mais de 90% dos pacientes. Alguns casos demoram até mais de 1 ano para fechar. Pequenos vazamentos residuais pela prótese podem ocorrer em cerca de 5 a 8% dos casos, raramente necessitando de novas intervenções. Mesmo com estes pequenos “buracos” residuais, o paciente geralmente é considerado curado do ponto de vista clínico.

Quais as recomendações especiais após a intervenção?

Em geral, o tempo de repouso absoluto no leito é de 6 horas após a retirada do introdutor. O tempo de internação hospitalar costuma ser curto, mas esta decisão cabe ao médico do paciente. As atividades habituais do paciente podem ser reiniciadas após 2 ou 3 dias.
A fim de evitar um deslocamento acidental da prótese, recomenda-se não fazer atividades em que exista a possibilidade de trauma no tórax por aproximadamente 3 meses. Após este período, não há motivo para restringir qualquer tipo de atividade física.
O paciente deverá receber pequenas doses de ácido acetilsalisílico (AAS®) por 6 meses, até que a prótese fique recoberta por tecido do próprio coração.
O paciente deverá receber também antibióticos antes de tratamentos dentários ou cirurgias até o sexto mês de seguimento, com o intuito de prevenir endocardite bacteriana (infecção no coração). Se nesta ocasião houver oclusão completa da CIA, não há mais necessidade desse tipo de cuidado especial. Por outro lado, se ainda houver algum grau de vazamento pela prótese, a prevenção da endocardite estará indicada até que haja oclusão total.

Valvoplastia percutânea com balão

A Valvoplastia Percutânea por Balão é um procedimento invasivo, não cirúrgico, realizado com o objetivo de desobstruir uma valva cardíaca (mitral, aórtica ou pulmonar). As valvas estão localizadas entre as câmaras cardíacas e abrem e fecham a cada batimento cardíaco, controlando a entrada e saída o sangue.

Como é realizado?

Este procedimento é realizado, em geral, apenas com anestesia local. De acordo com a gravidade do caso e em pacientes pediátricos pode ser necessário o uso de anestesia geral. Após a anestesia, cateteres são introduzidos, mais frequentemente, por meio de punção de uma artéria e/ou uma veia da região femoral (na virilha) do paciente e direcionados até o coração. Estes cateteres são utilizados para medir pressões, injetar contraste e dilatar a valva cardíaca obstruída. O cateter que faz a dilatação da valva tem um balão em sua extremidade e, quando insuflado, alivia a obstrução.
Em alguns casos de obstrução total (atresia) da valva pulmonar, pode ser necessário utilizar cateteres de radiofrequência para perfurar a valva antes da dilatação.
Todo o procedimento é filmado por equipamentos que emitem raios-X. As imagens são arquivadas em CD. Ao final do procedimento, os cateteres são retirados e faz-se apenas compressão no local da punção.

Há riscos?

Por se tratar de um procedimento invasivo, não é isento de riscos. Entretanto, seu procedimento será realizado por uma equipe médica capacitada e experiente, sendo que o risco de complicações graves (tamponamento cardíaco, acidente vascular cerebral, complicação vascular significativa ou óbito) durante o exame é, em geral, muito baixo (menor que 2%).
A insuficiência da valva cardíaca pode ocorrer em até 5% dos pacientes tratados e pode haver necessidade de cirurgia cardíaca para correção. Outras complicações decorrentes do uso do contraste, como alergia e insuficiência renal, também são raras, mas podem ocorrer. É importante que você saiba que a equipe de cardiologia intervencionista está preparada e equipada para atender qualquer tipo de intercorrência.

Existe alguma recomendação especial após o procedimento?

O tempo de repouso absoluto no leito é de 6 horas. Geralmente o paciente permanece internado para observação e para a realização de exames de controle. Após a valvoplastia, o paciente será orientado quanto ao esquema de prevenção de endocardite bacteriana (infecção de valva do coração) com uso de antibióticos. Outras informações e recomendações serão fornecidas antes da alta hospitalar


O ENCORE possui um centro de treinamento em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista reconhecido pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.
Iniciou suas atividades em 2008, dispõe de uma vaga por ano no centro de treinamento.

  • ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO

O centro de formação em hemodinâmica do ENCORE possui no seu corpo docente três cardiologistas intervencionistas membros titulares pela  Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) e um cirurgião endovascular.
Dr. Flávio Passo Barbosa- Coodenador
Dr. José Antônio Jatene
Dr. Mauricio Lopes Prudente
Dr. Paulo Cezar Guimarães Camara -Cirurgião endovascular

O ENCORE consiste em duas unidades localizasdas nas dependências dos hosptais Lúcio Rebelo (duas salas de hemodinâmica),e no Hospital São Bernardo (uma sala).
Realiza em media 4800 procedimentos por ano, dentres os quais aproximadamente 2300 intervenções terapêuticas.

Efetua de maneira rotineira:
- Cateterismo cardíaco diagnóstico em adultos e crianças.
Intevenções terapêuticas: angioplastia com implante de stents, aterectomia rotacional(Rotablator), valvoplastias mitral e aórtica, correção de cardiopatias Congênitas (fechamento de CIA e PCA).
Ultrassom intracoronário.
 Angiografia cerebral e de vasos Periféricos. Intervenções terapêuticas nos membros superiores inferiores, carótidas, vasos viscerais e cerebral.

Duração do curso e atividades de ensino e pesquisa

A duração do curso é de dois anos, e em período integral.
O residente recebe uma bolsa mensal cujo valor é determinado anualmente pela diretoria, alem de alimentação no período das atividades, para que se dedique ao curso com afinco.
O residente receberá neste período, treinamento Teórico e prático, para realização de todos os procedimentos inerentes a especialidae.
As atividades científicas seguem o cronograma estabelecido pela SBHCI, além de discussão de artigos científicos e casos clínicos, (ver a programação científica anual). Tais atividades são atreladas ao centro de pesquisa clínica que desenvolve estudos próprios e participa de estudos multicêntricos nacionais e internacionais.
O ENCORE é um dos poucos centros de formação no Brasil que treina o residente utilizando a técnica radial como principal via de acesso para intervenções diagnósticas e terapêuticas.
 
Durante o curso o aluno deverá desenvolver um trabalho científico que deverá se publicado em revista indexada (exigência da SBHCI para recebimento do certificado de membro titular com área de atuação em hemodinâmica)

Veja o edital para o concurso de 2011.

 



- O uso de clopidogrel sem a realização da intervenção coronariana percutânea diminuiu a mortalidade de infarto do miocárdio com falência cardíaca.

 



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No ENCORE dispomos de duas salas em funcionamento simultâneo, nas quais estão instalados aparelhos de hemodinâmica digital PHILIPS, já com tecnologia "FLAT DETECTOR"e 3D, idênticos aos dos melhores centros do mundo. Trata-se de equipamentos dotados de alta tecnologia na geração de imagens, e que fazem a diferança na precisão em diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares.

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