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Cirurgia Endovascular

Tratamento endovascular do aneurisma da aorta torácica

    O aneurisma da aorta torácica é uma dilatação anormal da parede da artéria aorta na região torácica  e pode causar uma variedade de sintomas e muitas vezes complicações com risco de vida. Devido aos sérios riscos, o diagnóstico preciso e o tratamento em tempo são muito importantes.
     O tratamento convencional para os aneurismas torácicos é a cirurgia com abertura do tórax  e reparo direto do aneurisma, mas atualmente as novas técnicas permitem  que se trate estes aneurismas com um procedimento minimamente invasivo com o uso das endopróteses por via endovascular.
    O tratamento  endovascular significa que a cirurgia é realizada por dentro do vaso (aorta) usando-se os cateteres. Através de pequenas incisões ou punções nas virilhas os cateteres são guiados  até o aneurisma onde são implantadas as endopróteses. A endoprótese é acoplada na parte saudável da aorta acima do aneurisma e abaixo do aneurisma permitindo que o fluxo pulsátil da aorta não pressione o aneurisma, o excluindo da circulação (O aneurisma é então despressurizado).
    Os benefícios do tratamento endovascular, quando comparado com a cirurgia convencional, são que geralmente são menos dolorosos porque as incisões (ou punções) são menores, além de menor permanência hospitalar e menor tempo de recuperação da cirurgia.
    O médico pode determinar o tratamento do aneurisma da aorta torácica  através da realização de alguns exames de imagem:
    Angiotomografia
    Angiorressonância magnética
    Angiografia digital
    Ecocardiograma transesofágico

Algumas características anatômicas da aorta e do aneurisma são muito importantes para determinar se o tratamento endovascular  é a melhor escolha.

    Embora o tratamento endovascular possa reduzir o tempo de internação e de recuperação do paciente, ainda existem alguns riscos potenciais que incluem:
        “Vazamento” de sangue  em volta da endoprótese, os chamados ëndoleaks”
        Movimento ou migração da endoprótese
        Fratura da endoprótese com o tempo.
        Paraplegia
   
    Por estes motivos o paciente deve ter o acompanhamento de perto do médico assistente para exames e estudos de imagem. Estes exames geralmente são realizados com 1 mês, 6 meses e depois anualmente após a cirurgia.

    Depois de ser submetido a tratamento endovascular do aneurisma da aorta, é recomendado que se adote as mesmas medidas de mudança de estilo de vida que são adotadas para a saúde do coração.

 

Angiografia, angioplastia e stent de carótida

    As artérias carótidas, assim como as artérias coronárias (artérias do coraçao), também desenvolvem aterosclerose por deposição de gordura e colesterol em suas paredes. Com o tempo estas placas de gordura provocam estreitamento da artéria e diminuem o fluxo sanguíneo para o cérebro podendo levar ao acidente vascular cerebral (AVC, Derrame cerebral ou isquemia cerebral).
   
    A angiografia de carótidas é um exame de imagem feito por cateterismo para detectar a presença de estreitamento ou bloqueio (aterosclerose) nestas artérias. Este exame pode ser realizado quando há suspeita de doença na carótida baseada em resultados de outros exames como ecodoppler, angio-tomografia ou angio-ressonância magnética.
    A angiografia normalmente é feita com anestesia local na virilha onde é inserido um cateter bem fino através da artéria femoral que é guiado até as artérias carótidas. Uma vez no local é injetado contraste através do cateter e são feitos filmes de toda circulação das carótidas e cerebral demonstrando então detalhadamente  as lesões.
   
    Se a angiografia demonstra estreitamento severo ou bloqueio na artéria carótida, a  angioplastia  com stent pode ser recomendada para abrir a artéria.

    A angioplastia com stent da artéria carótida é um procedimento terapêutico para tratamento do estreitamento ou bloqueio da artéria e normalmente é realizado depois da angiografia , podendo ser realizado no mesmo dia ou dias depois da angiografia.

    O procedimento também é realizado com anestesia local na virilha, onde inicialmente será guiado um pequeno cateter até após a lesão da artéria carótida que contém um filtro especialmente construído para  deter possíveis pequenos fragmentos da placa aterosclerótica no momento da angioplastia. Em seguida posiciona-se um cateter-balão na área de estreitamento  da artéria que é então insuflado para que a placa aterosclerótica seja comprimida na parede da artéria e melhore o fluxo sanguíneo ( desbloqueio do fluxo ).   O cateter-balão então é removido e o stent (pequeno tubo metálico flexível) é implantado para sustentar a parede da artéria aberta. Depois de implantado o stent, realiza-se uma nova angiografia  para confirmação que o stent esteja completamente expandido e o estreitamento ou bloqueio tenham sido corrigidos. Os cateteres são então retirados após algumas horas do procedimento. O paciente então ficará em repouso no hospital por um ou dois dias. Algumas medicações são necessárias como AAS e clopidogrel para prevenir  a formação de coágulos no local tratado.

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